Olá amigos, que tal?
Escrevo-vos desta vez do Brasil, mais concretamente de uma localidade chamada Acopiara, no interior da região do Ceará.
A estória começou há 4 dias atrás, logo no aeroporto de Lisboa: é que para além e me ter esquecido do passaporte em casa (tive de voltar atrás!! Obrigado aos meus pais :), quando passei a zona de embarque fui logo avisado pela polícia que o prazo do passaporte acabava no dia seguinte!!!
Deixaram-me passar, mas avisaram-me logo que ia te problemas na chegada ao Brasil.
Por sorte, no aeroporto de Fortaleza não repararam no pormenor e deixaram-me entrar: tinha um vôo para Salvador no dia a seguir, mas já não arrisquei apanhá-lo não fossem topar a falha.
Fiquei então em Fortaleza, e depois de uma noite bem dormida no aeroporto de Pinto Martins, fui para a cidade à procura de quarto para ficar. No ônibus, pedi indicações a uma senhora que não fez menos que desviar o seu caminho e levar-me à porta de uma pensão barata e de confiança!!
Fiquei logo bem impressionado pela gentileza das pessoas, e inevitavelmente comecei a imaginar qual seria a probabilidade de isto acontecer em Portugal!!
Seremos assim tão hospitaleiros quanto se diz?? Recebemos bem os estrangeiros por natureza, ou por interesseirice? Pensemos nisso...
No fim de deixar as malas convidei a D. Sandra para "tomar um suco de mamão (papaia)" como forma de agradecimento. No meio da conversa avisou-me para ter cuidado na cidade, mais propriamente nas zonas de bôites do Dragão do Mar, Praia de Iracema.
O resto do dia aproveitei para passear e começar a conhecer a cidade, e depois de jantar uma bela maminha (basicamente carne assada com arroz de feijão!!!) fui dar uma volta à praia de Iracema para conhecer o tão afamado sítio.
Foi aí que conheci o Arnaldo, músico de bossa nova que tocava para clientes de um restaurante à beira-mar. Conversa para aqui, conversa para ali e ficou logo agendado um show para 2 dias depois com jantar pago e talvez mais qualquer coisa.
Depois da conversa e de algumas cervejas em cima, fui às curvas para casa; no caminho ainda me enfiei sem querer por uma favela, mas logo me lembrei dos sábios conselhos da minha jeitosa e voltei para trás antes que fosse tarde (realmente, os "caras" do sítio olharam-me logo com ar de interesse!).
No dia a seguir atravessei a cidade a pé, passei por museus, exposições, galerias, mercado central, ruas e bairros. Pelo caminho fui ainda avisado por 2 pescadores locais para não seguir caminho por uma determinada rua, pois ia ter à favela da praia do Futuro e isso não era boa ideia mesmo! No final, acabei na tal Praia do Futuro onde aluguei uma prancha para surfar as marrecas do sítio. As ondas não eram mesmo nada de especial, mas valeu pela temperatura da água e boa onda dos locais.
Mais uma para nós; quando surfo em Portugal, nunca consigo uma relação amistosa com os locais!! Cá pra mim, estamos cada vez mais uns seres "arrogantezinhos" e com a mania que o que é bom, é só pra nós!!
4ª feira atravessei a marginal da cidade a pé, até chegar ao porto; aí, peguei o ônibus pois não convinha atravessar a favela a pé, e fui procurar novamente umas marrecas para matar o vício. No final da tarde, rumei para a Pousada para mudar de roupa para a noite.
Conforme combinado 2 noites antes, toquei em troca de jantar e bebida; o curioso mesmo foi um empresário Peruano que ia pedindo músicas avulso (Richard Clayderman, Vivaldi, Chopin...) e pagava 10 reais por cada música que saísse bem...valeu o esforço, hehehe! :)
Assim foram os 3 primeiros dias; amanhã continuo a história de como vim parar ao interior da região do Ceará quando na verdade era para ir a caminho de Salvador!
Até lá, grande abraço.
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